Protótipo e a sua importância para a inovação de hardware

26 set

É um sonho e uma realização para qualquer empreendedor criar algo que funcione e inove o mercado, que lhe gere frutos e, acima de tudo, que produza um rendimento satisfatório. Contudo, para desenvolver algo que tenha características ligadas à praticidade e rentabilidade, é necessário saber a maneira certa de começar. Aqui vai uma dica valiosa: comece pelo protótipo. Com base nisso, esse artigo tem a missão de explicar mais sobre a prototipagem, de mostrar suas vantagens e, sobretudo, seus riscos. Em outras palavras, aqui você achará o essencial para conseguir tirar aquele projeto do papel e começar a desenvolvê-lo.

1) O que é um protótipo?

Um protótipo é um modelo desenvolvido com a simples finalidade de testar, seja um serviço, sistema ou produto. Dessa forma, ele é montado para validar as funcionalidades básicas de um projeto onde acontecerá testes, pois é feito para sofrer mudanças e alterações.

Assim, o protótipo está ligado ao aprendizado. Esse modelo inicial é arquitetado quando a pessoa não sabe se determinado produto vai dar certo, por isso deve ser criado algo simples, mas sempre atentando-se a experiencia do usuário e mostrar a utilização prática do produto final.

Como o protótipo é algo que se constrói aos poucos e passa por diversos ensaios, não é necessário montá-lo já com características para adentrar no mercado, ou seja, já fazê-lo com o tamanho certos os detalhes que o seu produto vai ser entregue ao público. Então, para esse modelo, é aconselhável que seja trabalhado aos poucos, com uma escala de pequeno porte, usando impressão 3D ou corte a laser como na postagem no link. Logo, o conveniente é você analisar seu protótipo junto ao público, se ele está atendendo as necessidades do usuário, se necessita de modificações e revisões, e, acima de tudo, enxergar se ele está no caminho certo.

2) A prototipagem na prática

Agora que elucidamos o fato de que os protótipos servem apenas para materializar a ideia, você deve trabalhar apenas em sua principal funcionalidade e colher o maior número possível de feedbacks/insights com potenciais clientes. Este processo acontece através de ciclos adequados à interação com o usuário, como esboçado nesse diagrama:

Ciclo útil e apropriado por aqueles que trabalham com desenvolvimento de produtos.

A ideia aqui é o seguinte: à medida que você interage com potenciais clientes por intermédio desses ciclos, mais aprendizado produzirá, assim seu produto estará mais alinhado as necessidades reais do consumidor. Logo, o protótipo assegura que a ideia em desenvolvimento não seja só entendida, mas também experimentada, avaliada e, principalmente, validada.

Aqui há um exemplo não deve e deve fazer, respectivamente, para facilitar seu entendimento no momento de desenvolver seus protótipos e compreender as reais necessidades do seu cliente:

Ilustração mostrando as diferentes fases da prototipagem

Ilustração mostrando as diferentes fases da prototipagem

Quando se trabalha o desenvolvimento do produto em torno de funcionalidades primárias ou essenciais, o cliente tende a ficar mais satisfeito ao longo das interações. Contextualizando com a imagem acima: se você planeja construir um carro para permitir ao seu cliente a sua locomoção do ponto A para o B, você não deve pensar em qualquer outro protótipo que não tenha como função principal a capacidade de levar o seu cliente de A até B – seja lá como for.

Outra observação interessante no processo de prototipagem e validações é que sua série de interações com o cliente irá gerar muitos insights e pode, inclusive, levar a conclusões inicialmente inesperadas. Por exemplo, podemos supor que o que o seu cliente realmente precisa para se locomover de A até B não é um carro, mas sim um patinete supriria facilmente essa necessidade. Veja que essa conclusão só foi possível pelos sucessivos ciclos de interação e construção do protótipo, uma vez que o desenvolvimento do patinete correspondeu a uma das fases de prototipagem do produto inicialmente planejado, o carro.

“…the value of prototypes resides less in the models themselves than in the interactions they invite.” Michael Schrage – Serious Play

Tendo em mente o conceito sobre protótipo e esse pequeno exemplo, fica mais fácil perceber o valor que essa abordagem traz para o processo de desenvolvimento de produtos. Resumindo à grande ópera, a prototipagem permite o entendimento das reais necessidades dos clientes, alavancando a eficiência (menos tempo e custo) e a eficácia (produto mais adequado ao cliente) do processo de desenvolvimento de novos produtos.

Por fim, gostaria de elencar alguns motivos abaixo que podem te ajudar a enxergar o verdadeiro valor da prototipagem e a razão que você não pode deixar de, pelo menos, tentar implementar isso na sua empresa – seja lá qual for o ramo do seu negócio.

2.1) Viabilizar a experimentação de conceitos

Como já falamos aqui, a ideia central da prototipagem é a materialização das ideias. Possibilitando que não só se entenda o que está sendo desenvolvido, como também que seja experimentado e avaliado por quem irá utilizá-lo. Dessa forma, surgirão feedbacks e insights baseados na real interação prática entre usuário e produto. Ao contrário do caminho de meras suposições, como “eu jurava que o cliente precisava disso aqui” ou “eu imagino que o cliente prefira assim”, poderão levar ao fracasso. Um dos modos mais fáceis de viabilizar um protótipo de IoT é utilizando o Arduino, para saber mais confira o artigo.

2.2) Encorajar feedbacks frequentes na fase inicial de desenvolvimento através do protótipo

Encorajando contínuas interações nas fases iniciais do projeto, você poderá errar e aprender de forma mais segura. Assim, isso resultará em uma redução quanto ao risco de desenvolver recursos não requisitados, poupando seu tempo, energia e dinheiro. Além disso, realizar esse tipo de ação na fase primária do projeto permitirá um desenvolvimento mais rápido e menos custoso – situação vantajosa para todos os envolvidos no processo.

2.3) Abuse de testes

Materialize conceitos de produtos e teste-os sem medo, isso irá reduzir os riscos de desenvolver um produto desalinhado com as necessidades do cliente. Em resumo: prototipe, teste, aprenda e recomece o ciclo. Dessa forma, você terá certeza que o que está sendo desenvolvido irá resolver o problema do seu cliente.

“Fail sooner, suceed faster.” David Kelley, co-fundador da IDEO.

Porém, nem tudo são flores. Vale ressaltar alguns riscos inerentes ao ciclo de interações prototipagens-feedbacks que você deve sempre ficar atento:

2.4) Se apegar (demais) ao protótipo

O objetivo da prototipagem é criar um modelo básico do produto que represente as suas principais funcionalidades na prática. Para isso, você não precisa de um produto perfeito pronto para estar nas prateleiras. Muitas vezes, essa preocupação em criar um protótipo (muito) sofisticado acaba despendendo mais recursos do que deveria e tornando o processo de prototipagem quase desvantajoso. Então, trate de ficar ligado para não se prender tanto ao protótipo, uma vez que a função dele é validar as funcionalidades principais.

2.5) Ignorar a viabilidade de produção

Esse ponto é bem direto e simples de compreender. O design do seu protótipo pode torná-lo impossível de ser fabricado em escala. Isso acontece porque, através de algumas técnicas de prototipagem como impressão 3D, por exemplo, existem menos restrições quanto ao design das geometrias complexas quando comparado a métodos tradicionais de manufatura, como a injeção. Para isso, há algo chamado “Design for Manufacturing (DFM)” que é justamente o estudo de adequação do design do protótipo para permitir que esteja produzindo em escala. Então, na hora de prototipar, é bom ficar atento aos limites da produção em escala.

2.6) Não representar as principais funcionalidades

A não representação das principais funcionalidades do produto a ser desenvolvido, por definição, tira todo o valor do protótipo. Uma vez que o objetivo é justamente ser um modelo que simule o funcionamento. Logo, na hora de criar um protótipo, deve-se sempre nortear o desenvolvimento do protótipo para representar única e exclusivamente a(s) utilidade(s) do produto final almejado.

Os desafios e meios de prototipagem são inúmeros. Caso você esteja precisando de um protótipo, entre em contato conosco pelo link.

Artur da Fonte

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Estudante de Engenharia de Produção na UFPE

Estudante de engenharia de produção na Universidade Federal de Pernambuco e entusiasta do movimento Maker. Experiência em gestão de projetos e gestão por processos, com foco nas áreas comercial e marketing.

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